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Sexta-feira, Junho 13, 2008

 
Soneto de ontem.

De repente o que era lágrima virou saliva
Saborosa essência do beijo
E dos lábios que antes separados pela palavra fez-se o gosto
E dos braços que abraçavam por ternura fez-se o desejo
De repente da noite fez-se o dia
Captado pela retina da alma
E do pressentimento fez-se a paixão
E da aflição fez-se o momento de confessar



De repente, não mais que de repente.
Fez-se amante o amigo
E contente o esquecido



Fez-se próximo o que um dia era distante
Fez-se na vida, mais uma história pra contar.
De repente, não mais que de repente.


(Lili Mendes)




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